Um golo de água fria. Uma colher de gelado. Às vezes até o ar fresco ao respirar pela boca.
Se qualquer uma destas situações lhe provoca uma dor aguda e passageira nos dentes, tem sensibilidade dentária. E não está sozinho — estima-se que afeta 1 em cada 3 adultos.
O que causa a sensibilidade?
Os dentes são protegidos por esmalte (na coroa) e por cemento (na raiz). Quando estas camadas ficam comprometidas, a dentina interior fica exposta. A dentina tem pequenos canais que ligam ao nervo do dente — e é por eles que entram os estímulos que causam dor.
As causas mais frequentes de exposição da dentina incluem:
- Desgaste do esmalte — por ácidos (refrigerantes, sumos, vinho) ou escovagem demasiado agressiva
- Recessão gengival — a gengiva recua e expõe a raiz do dente, que não tem esmalte a protegê-la
- Cáries ou fraturas dentárias
- Tratamentos de clareamento — podem causar sensibilidade temporária
- Bruxismo — o desgaste constante compromete o esmalte
Tudo o que agrava (e que deve evitar)
- Alimentos e bebidas muito quentes, frios, doces ou ácidos
- Escovas de cerdas duras
- Enxaguar com produtos com álcool
- Refrigerantes — mesmo os “sem açúcar” são ácidos
O que pode fazer já
Pasta para dentes sensíveis: as pastas com nitrato de potássio ou fluoreto de estanho ajudam a bloquear os canais dentinários. O efeito não é imediato — precisa de uso consistente durante 2 a 4 semanas.
Técnica de escovagem: use uma escova de cerdas macias e movimentos suaves e circulares. Nunca esfregue com força.
Elixir sem álcool: o álcool pode irritar ainda mais os tecidos expostos.
Quando ir ao dentista?
Se a sensibilidade for intensa, persistente ou se notar recessão gengival visível, a consulta é obrigatória. O médico dentista pode aplicar vernizes fluoretados, resinas protetoras ou, em casos de recessão mais severa, recomendar um enxerto gengival.
A sensibilidade dentária é um sintoma, não uma condição em si — e saber a causa faz toda a diferença no tratamento.
Não normalize a dor. Sensibilidade dentária tem solução — e tratar a causa é sempre mais eficaz do que gerir o sintoma.

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